Fachin afirma que soberania do Brasil deve ser priorizada frente aos EUA

Marcelo Borges
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Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Em uma declaração feita na última quarta-feira (8), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin, abordou as apreensões do governo brasileiro relacionadas à possibilidade de ações militares por parte dos Estados Unidos. Isso surge após o reconhecimento das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Fachin ressaltou que é fundamental que a soberania do Brasil tenha prioridade em qualquer situação.

De acordo com o ministro, a soberania nacional deve ser afirmada com atitude firme e calma. “O Brasil é um Estado soberano, e a soberania se exerce com firmeza e serenidade. Nós temos a certeza de que isso há de prevalecer, quer aqui na região, quer no concerto global das nações”, afirmou durante sua fala, enfatizando a importância do respeito à autonomia do país em um contexto internacional cada vez mais complexo.

Fachin fez suas declarações durante a inauguração de três varas especializadas em combate ao crime organizado em São Paulo. Ele destacou que a criação dessas varas não está diretamente relacionada às ações tomadas pelo governo do ex-presidente Donald Trump. “Esse conjunto de atitudes estava sendo pensado há muito tempo. Não se instalam três varas de combate ao crime organizado em um período de tempo curto. Isso requer um planejamento”, completou o ministro, sublinhando a continuidade e a estratégia a longo prazo na luta contra o crime organizado no Brasil.

É importante lembrar que, em maio deste ano, o governo Trump tomou a medida de classificar as organizações PCC e CV como grupos terroristas. Esta rotulação teve repercussões significativas, como demonstrado na semana passada, quando dois cidadãos brasileiros e três empresas receberam sanções por suas ligações financeiras com o PCC. Essas ações acentuam a tensão entre Brasil e Estados Unidos e levantam questionamentos sobre a soberania e os direitos do país em regulamentar como lidar com essas facções.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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