O Governo do Paraná oficializou a homologação dos decretos de Situação de Emergência em seis municípios do estado que sofreram graves danos devido às fortes tempestades registradas entre os dias 29 e 31 de agosto. A medida de apoio e reconstrução contempla as cidades de Marmeleiro, Xambrê, Tibagi, Renascença, Pinhão e Diamante do Oeste, cujas estruturas urbanas e rurais foram severamente castigadas por rajadas intensas de vento e precipitações de granizo.
De acordo com os registros consolidados pela Defesa Civil Estadual, os temporais que atingiram o território paranaense provocaram ocorrências em um total de 92 municípios, embora grande parte tenha contabilizado estragos de menor proporção. Contudo, nas seis localidades onde a situação de emergência foi formalmente reconhecida, a força da natureza deixou um rastro de destruição que atingiu diretamente pelo menos 1.981 residências.
Para atenuar o sofrimento das famílias afetadas e acelerar o processo de recuperação estrutural dos municípios, o Governo do Estado mobilizou equipes de logística e assistência humanitária. Até o momento, foram distribuídas cerca de 18,7 mil telhas para o conserto dos telhados destruídos, além do envio de suprimentos essenciais como colchões, cestas básicas de alimentos e kits específicos de higiene, limpeza e dormitório.
Cenário dos estragos nas regiões afetadas
O município de Marmeleiro, situado na região Sudoeste do estado, figurou entre os mais castigados pelas intempéries, contabilizando 848 casas danificadas principalmente pelo impacto do granizo. Para atender a população local, a administração estadual enviou 5 mil telhas, além de conjuntos voltados para a higienização e limpeza dos lares. Na mesma região, a cidade de Renascença enfrentou um cenário semelhante, com 429 residências que necessitaram de reparos urgentes. Para lá, foram destinadas 7.364 telhas, acompanhadas de cestas básicas, colchões e outros materiais de primeira necessidade.
Já no município de Pinhão, localizado na região Centro-Sul paranaense, o balanço oficial aponta que 397 moradias foram atingidas pelos temporais. Prontamente, a Defesa Civil encaminhou 5.200 telhas, além de colchonetes, cestas de alimentos e kits de assistência humanitária. Outras regiões do estado também registraram prejuízos significativos: em Xambrê, no Noroeste, a força dos ventos destelhou 173 casas; em Diamante do Oeste, 94 imóveis sofreram danos estruturais; e em Tibagi, nos Campos Gerais, os fortes vendavais afetaram 40 residências.
Agilidade jurídica e suporte aos moradores
Os decretos de Situação de Emergência possuem vigência oficial de 180 dias. Este instrumento legal é fundamental para conferir maior celeridade às administrações municipais na execução de medidas voltadas ao atendimento das zonas prejudicadas. Entre as facilidades proporcionadas pelo decreto está a possibilidade de dispensa de licitação para a aquisição emergencial de insumos de ajuda humanitária, contratação de serviços para o restabelecimento de redes essenciais e realização de obras públicas urgentes.
Além da resposta imediata na desocupação e reparo dos imóveis, o reconhecimento formal da emergência nos âmbitos estadual e federal abre caminho para a desburocratização de mecanismos de amparo financeiro à população. Entre as medidas que podem ser acionadas estão a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para os moradores que preencham os requisitos legais estabelecidos, bem como a abertura de linhas de crédito especiais e subsidiadas para os produtores rurais e agricultores que tiveram suas lavouras e estruturas de produção afetadas pelos temporais.
Fonte:: cbncuritiba.com.br


