Líder chinês critica barreiras comerciais em cúpula e defende união do bloco

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Redação

Durante a realização de uma cúpula do BRICS sediada na Índia, o presidente da China, Xi Jinping, utilizou seu espaço de fala para criticar duramente a imposição de tarifas comerciais consideradas arbitrárias. Embora o tom do discurso tenha sido firme contra práticas protecionistas, o mandatário chinês optou por não mencionar nominalmente os Estados Unidos ou o presidente norte-americano Donald Trump.

Conforme informações divulgadas pela mídia oficial de Pequim, o chefe de Estado chinês instou os demais integrantes do bloco econômico a rechaçarem qualquer modalidade de protecionismo econômico. A articulação busca fortalecer a cooperação interna entre as nações emergentes diante de um cenário global marcado por incertezas econômicas e disputas tarifárias de grande escala.

O BRICS, atualmente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos membros que passaram a integrar a aliança recentemente, conta com representações de alto nível no evento. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu ao encontro presencialmente, sendo representado na ocasião pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Preocupações geopolíticas e sanções internacionais

Além das discussões de cunho econômico, a cúpula abriu espaço para debates sobre a estabilidade geopolítica mundial. Os líderes presentes manifestaram profunda apreensão com a escalada dos conflitos e das tensões no Oriente Médio. Em nota conjunta e nos pronunciamentos oficiais, o grupo expressou forte oposição ao emprego de sanções unilaterais que não possuam o aval da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, esteve presente nas discussões.

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Analistas internacionais apontam que, embora os Estados Unidos não tenham sido citados diretamente pelos líderes durante as sessões plenárias, as críticas direcionadas ao protecionismo e às medidas unilaterais funcionam como recados claros à política externa norte-americana. A Rússia, que enfrenta pesadas sanções econômicas impostas por potências ocidentais desde o início do conflito militar com a Ucrânia, tem utilizado o fórum do BRICS para buscar apoio político e econômico, contando com a participação ativa do presidente russo, Vladimir Putin.

Abordagem conciliadora do governo indiano

Em contraponto a discursos mais contundentes de confronto econômico, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, adotou uma postura de conciliação e diplomacia moderada. O premiê indiano ressaltou que a coalizão de países emergentes não possui caráter de oposição a nenhuma nação específica ou bloco ocidental, definindo o grupo como um canal legítimo para ampliar a influência do Sul Global nas decisões econômicas e políticas do planeta.

Segundo Narendra Modi, o BRICS atingiu um estágio de maturidade institucional e política. Para o líder indiano, os países que compõem a aliança devem superar divergências para atuar de maneira ativa na formulação de novas diretrizes para a governança internacional.

“É hora de transformarmos nossa unidade e consenso no BRICS em resultados concretos”, declarou o primeiro-ministro indiano perante os demais representantes dos governos aliados, reforçando a necessidade de cooperação técnica, comercial e financeira entre as nações do bloco nos próximos anos.

Fonte:: estadao.com.br

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