Renan Santos critica Flávio Bolsonaro em evento com investidores

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Presidenciável Renan Santos (Missão) associou o...

O pré-candidato à Presidência, Renan Santos, do partido Missão, lançou duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, durante um evento realizado em São Paulo, na última quarta-feira, dia 10. Em suas declarações, Renan afirmou que “votar no Flávio é votar em bandido”, associando o rival a escândalos de corrupção e enfatizando que não existem opiniões neutras em relação ao senador. Para Renan, apoiar Flávio representa uma escolha que vai contra seus princípios éticos em política.

O presidenciável reforçou sua crítica, declarando: “Como eu digo, o Flávio Bolsonaro não pode ver um cara envolvido num escândalo, ele vê um esquema e fala: ‘por favor, me inclua’. Não existe meio gângster.” Com essas afirmações, Renan tenta estabelecer uma narrativa que o distancie do rival e atraia o eleitorado de direita que busca uma opção mais ética e transparente.

Além das críticas a Flávio Bolsonaro, Renan também mencionou a possibilidade de se alinhar com outros nomes importantes da direita, como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil. Ele lembrou de sua parceria com Caiado em momentos-chave, como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, destacando que essa colaboração teve resultados significativos: “A última vez que trabalhei com o Caiado, a gente derrubou o PT”, acrescentou.

Embora mostre abertura para diálogos com figuras da direita, Renan Santos não hesitou em criticar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, a quem acusou de se submeter ao bolsonarismo, estabelecendo uma clara linha divisória entre seu grupo e o que considera como submissão à antiga administração.

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Resultados das Pesquisas Apontam Potencial Eleitoral

Em meio a essas articulações políticas, Renan comentou sobre a pesquisa Genial/Quaest, que apontou seu nome com 3% das intenções de voto, empatando tecnicamente com Caiado, o deputado federal Aécio Neves, do PSDB, e Zema, que registraram 2% cada. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como líder com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 29% das intenções.

Renan considerou que, apesar desse cenário, ainda é possível se destacar e superar seus concorrentes. Ele argumentou que possui uma taxa de rejeição mais baixa em comparação a adversários como Flávio Bolsonaro e acredita que tem um maior potencial de crescimento, especialmente devido à sua atuação nas redes sociais e engajamento com a militância.

A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas, todas com 16 anos ou mais, em diferentes estados do Brasil, entre os dias 5 e 8 de junho, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

Críticas ao Mercado Financeiro e Mudanças de Postura

Renan Santos não deixou de lado suas críticas ao posicionamento do mercado financeiro, principalmente relacionado à região de Faria Lima, que, segundo ele, agiu como uma força política nos últimos anos. O pré-candidato opinou que o setor errou ao apoiar o bolsonarismo no passado, o que, de acordo com sua análise, favoreceu a ascensão de Lula novamente à Presidência.

No entanto, Renan percebe um movimento de mudança entre os agentes do mercado, que estariam se afastando da candidatura de Flávio Bolsonaro e buscando opções fora da polarização atual entre o PT e o bolsonarismo. Ele acredita que, nos últimos meses, está conseguindo quebrar a resistência que existia em relação ao seu nome entre investidores e empresários.

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Essas observações foram corroboradas por participantes do evento realizado pela Genial Investimentos, onde empresários expressaram que a pré-candidatura de Renan vem ganhando força e amadurecendo desde seu início. Por outro lado, relataram preocupações em relação a Flávio Bolsonaro, mencionando questões recentes, como a divulgação de um áudio que revelava o senador solicitando dinheiro a um banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”, que narra a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

Os participantes do evento também notaram que a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta um desgaste contínuo, à medida que novas revelações surgem, complementadas por um histórico de controvérsias, incluindo as investigações sobre o caso das “rachadinhas” durante seu período como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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