Senador Jaques Wagner se diz tranquilo e quer provar inocência no caso Master

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Jaques Wagner afirma que deixou a liderança do ...

O senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou nesta sexta-feira (31) que mantém total confiança na comprovação de sua inocência em meio às investigações conduzidas pela Polícia Federal. O inquérito busca esclarecer uma suposta ligação do parlamentar com o Banco Master. Durante participação na Rádio Baiana FM, o político pontuou que se mantém sereno diante do processo e destacou que seu foco principal no atual momento é a corrida eleitoral marcada para outubro.

“O inquérito evidentemente demora um tempo. Agora, estou de olho na eleição. Temos 2 meses para ela acontecer, e sábado vai ser a nossa convenção com a presença do Lula”, pontuou o senador durante a entrevista.

A manifestação pública do parlamentar aconteceu logo após o ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir pela retirada do sigilo de uma parcela do material investigativo que apura um suposto esquema fraudulento relacionado ao Banco Master. No relatório elaborado pela Polícia Federal, o nome de Jaques Wagner aparece associado a suspeitas de vínculos com os ex-sócios da instituição financeira Augusto Lima e Daniel Vorcaro.

Decisão de deixar a liderança do governo buscou evitar desgastes políticos

No decorrer da conversa com a emissora, o senador também abordou a dinâmica de sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente após a execução de mandados de busca e apreensão em endereços associados a ele. De acordo com o relato do parlamentar, os dois se encontraram pessoalmente poucos dias depois da atuação policial.

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O senador explicou que optou por afastar-se voluntariamente da liderança do governo no Senado Federal com o objetivo de impedir que os desdobramentos das investigações gerassem impactos negativos ou ruídos para a gestão do Palácio do Planalto.

“Ele esteve aqui na inauguração do Hospital de Alagoinhas, fez questão de fazer uma referência a mim muito carinhosa e elogiosa, e amanhã vai estar comigo aqui [na Bahia]”, relatou o político, reiterando que a saída do cargo legislativo serviu para “não contaminar, para não perturbar” as atividades governamentais.

Investigação da Polícia Federal analisa supostas vantagens

Conforme os apontamentos apresentados no relatório da Polícia Federal, os agentes buscam verificar se Jaques Wagner obteve, por vias diretas ou através de familiares, benefícios e facilidades concedidos pelos antigos dirigentes do Banco Master.

O documento aponta que o procedimento investigativo pretende esclarecer se o parlamentar recebeu de Augusto Lima e Daniel Vorcaro “vantagens econômicas diversas”, o que supostamente estaria conectado à sua influência e atuação em pautas de interesse comercial do grupo financeiro no âmbito legislativo.

Além disso, a corporação policial identificou indícios que sugerem a suposta participação de Wagner na tramitação de matérias e projetos dentro do Congresso Nacional que pudessem favorecer os interesses corporativos do Banco Master. O processo judicial permanece sob a responsabilidade e relatoria do ministro André Mendonça dentro da Suprema Corte.

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Fonte:: ric.com.br

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