Trump chama repórter de ‘falso’ e diz que cobertura sobre a guerra no Irã é ‘traidora’; veja vídeo

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou uma troca acalorada de palavras com o correspondente David Sanger, do jornal The New York Times, durante uma conversa a bordo do Air Force One, na sexta-feira, 15 de maio. Trump chamou Sanger de “falso” e acusou-o de fazer uma cobertura “traidora” sobre a guerra no Irã, demonstrando sua indignação com uma pergunta feita pelo repórter a respeito da situação no conflito.

No vídeo da interação, divulgado pela Casa Branca, Trump defendeu sua visão sobre os conflitos no Oriente Médio e reiterou que os Estados Unidos obtiveram uma “vitória militar total”. Contudo, ele criticou fortemente a cobertura feita pela imprensa, em especial pelo NYT, sugerindo que o veículo distorce as informações. “Você, como os outros da fake news, escrevem de forma incorreta. Eu realmente acho que o que você escreve é algo meio traidor. Você deveria se envergonhar disso”, declarou Trump a Sanger.

Durante a conversa, Sanger indagou sobre os próximos passos dos EUA em relação ao Irã e a possibilidade de novos ataques aéreos. Trump respondeu de forma evasiva, afirmando: “Gostaria de dar um prazo, mas não quero dizer isso agora. No entanto, afirmo com total convicção: o Irã nunca irá possuir uma arma nuclear. Isso não vai acontecer.”

O repórter insistiu na questão, questionando a eficácia dos 38 dias de bombardeios realizados. Trump não hesitou em afirmar que, ao seu ver, houve uma vitória significativa, explicando que as forças dos EUA destruíram a Marinha, a Força Aérea e os sistemas de defesa do Irã. “Destruímos todos os radares deles”, acrescentou.

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Além disso, Trump se vangloriou das ações militares, afirmando que todos os líderes do primeiro e segundo escalão do Irã foram eliminados, causando confusão entre os iranianos. O ex-presidente afirmou ainda que sem destruir uma ponte, os EUA atingiram 85% da capacidade de fabricação de mísseis iranianos. “Nós poderíamos destruir as pontes e a capacidade elétrica deles em apenas dois dias. Poderíamos destruir tudo”, ameaçou.

Críticos e opositores destacaram o tom desafiador de Trump e sua tendência de atacar a credibilidade da imprensa. A situação se torna ainda mais complexa considerando que, na terça-feira, 12, ele já havia se dirigido de forma desrespeitosa a uma jornalista, acusando-a de ser “burra” durante um evento onde discutia as obras na Casa Branca.

Naquela ocasião, Trump estava respondendo perguntas sobre um salão de festas em construção, do qual ele havia duplicado o tamanho, afirmando estar dentro do orçamento e do cronograma. Ao ser questionado sobre o aumento dos custos da obra, ele disparou: “Eu dupliquei o tamanho dele, sua pessoa burra. Você não é uma pessoa inteligente.”

Histórico de Controvérsias

Trump possui um extenso histórico de ataques a jornalistas, frequentemente direcionando suas críticas de maneira agressiva, especialmente a jornalistas mulheres. Em novembro de 2025, ele fez diversos comentários depreciativos, chamando uma repórter de “estúpida” e fazendo referência a diálogos que envolviam notórias ofensas. Ele tem sido uma figura polarizadora, mantendo um discurso que frequentemente desafia a ética e os princípios de liberdade de imprensa nos Estados Unidos.

Esses episódios geram debates significativos sobre a relação entre políticos e a mídia, ressaltando a necessidade de um espaço jornalístico independente e a importância do papel da imprensa em manter a população informada sobre as questões políticas e sociais.

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Fonte: estadao.com.br

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