Deputado André Janones critica decisão do Tribunal Superior Eleitoral e aponta censura

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) manifestou forte oposição à determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitida neste domingo (11). A Corte ordenou a suspensão imediata do canal de mensagens “Exército do Lula” no aplicativo WhatsApp, atendendo a uma representação formalizada pela coligação e pela campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

Por meio de um pronunciamento em vídeo publicado em suas redes sociais durante a tarde, o parlamentar criticou duramente a medida judicial. “A censura já começou”, declarou Janones aos seus seguidores.

De acordo com as informações divulgadas pelo deputado, o canal “Exército do Lula” contava com uma base de 3,3 milhões de participantes e tinha como objetivo principal engajar, mobilizar e orientar o eleitorado ao longo do segundo turno das eleições presidenciais. A disputa pelo Palácio do Planalto ocorre no dia 25 entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A representação protocolada no pedido ao TSE pela campanha de Flávio Bolsonaro argumenta que o deputado André Janones estaria à frente de uma coordenação voltada para a propagação de materiais considerados desinformativos e difamatórios contra o candidato do PL. A acusação aponta ainda que tais ações contariam com o aval e gerariam vantagens diretas para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.

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A petição aponta que a estrutura digital utilizava a ferramenta de mensagens para distribuir diretrizes e tarefas de compartilhamento em massa de conteúdos, além de apontar o suposto uso de verbas públicas de campanha para impulsionar propaganda considerada negativa pelos adversários.

Por sua vez, Janones, que garantiu sua reeleição com aproximadamente 79 mil votos, rejeitou veementemente as acusações. Em uma transmissão ao vivo realizada pelo Instagram na noite de sábado (10), o parlamentar argumentou que o espaço virtual encontrava-se exclusivamente em uma etapa preliminar de cadastramento de usuários e de orientações sobre o funcionamento dinâmico da iniciativa, sem ter veiculado nenhuma postagem oficial.

“Eu não divulguei uma notícia lá. Vocês, esses 3,2 milhões de soldados do presidente Lula que estão lá não me deixam mentir. Vocês sabem que não foi divulgado nada ainda”, defendeu-se o deputado durante a live.

Em sua avaliação, a ofensiva jurídica movida pelo PL reflete o receio da coligação opositora em relação à sua capacidade de articulação política e comunicação no ambiente digital.

Na manifestação divulgada neste domingo, Janones esclareceu que a determinação do TSE restringe a utilização da ferramenta específica, mas ressaltou que a medida não impede a continuidade de suas atividades de mobilização política através de outras plataformas, a exemplo do Instagram.

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“Nós não vamos nos calar, vamos continuar”, concluiu o parlamentar.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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